terça-feira, 23 de outubro de 2012

Morrer outro dia

Quando se deita a cabeça no travesseiro antes de durmir, milhares de coisas rondam os nossos pensamentos.
Lembranças boas e ruins, pessoas que amamos, que sentimos saudades e aquelas que nos esqueceram.
É quando se percebe que aqueles pesadelos voltaram, que velhos demônios voltam a perturbar e é quando o desejo de desistir se torna um convite irrecusável, uma válvula de escape ...

Uma bala na cabeça ?
Se jogar da ponte ?
Envenenamento ...

Melhor morrer outro dia, numa outra ocasião, em outro tempo.
Sem arrependimentos, quando terminar o que deve ser feito. Sem medo.

Gritos sufocados, lágrimas afogadas. Seria a hora de dar um salto mortal ?
Quando não se vê nenhum rosto conhecido ou aqueles que preferimos desconhecer.
Quando o que te mantinha firme está longe demais para ser alcançado.


Caminhando em direção ao abismo, passos lentos e demorados.
Você coloca a sua melhor roupa para se despedir desse mundo de nada, ensaia as últimas palavras e então ... Melhor morrer outro dia, sentar e conversar talvez resolva alguma coisa. Ou piore.

Vozes ecoando na cabeça, sem saber ao certo qual delas ouvir, qual caminho seguir ...
Melhor morrer outro dia.


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